Blog Rodrigo Faucz Página Inicial Blog de Rodrigo Faucz

Documentário “A Casa dos Mortos”

Caros. Conforme o combinado, comentem sobre o documentário e a situação dos internos em Hospitais de Custódia e Tratamento.

__________________________________

16 Comentários | Comente!

  • 1

    Lyane Menegasso | 24/08/2010 às 10:46

    A Casa dos Mortos nos comete a uma realidade deprimente, talvez o olhar, seja o fator crucial para a grandeza do documentário.
    Os manicômios judiciários, não oferecem o mínimo de tratamento adequado para esse tipo de paciente, a situação desumana em que essas pessoas vivem nos causa um sentimento de repulsa, de indignação diante dos fatos.
    Sem um trabalho de terapia, de reaproximação da família e reinserção na sociedade não existem objetivos para estes manicômios, a não ser tratar estes internos como um lixo humano, cuja tendência é o esquecimento e o suicídio, o qual fisicamente já existe.
    Penso eu, que a área da saúde deveria intervir, não deixando a responsabilidade apenas para a segurança pública, pois essa realidade é a mais perfeita violação aos direitos humanos!

  • 2

    Adriana | 25/08/2010 às 16:37

    A Casa dos Mortos.
    O documentário mostra a condição humana, social, médica e jurídica de pessoas que são simplesmente esquecidas, jogadas como lixo!
    Condições desumanas que são aplicadas nas pessoas que ali estão. Muitas vezes isso acaba terminando em suicídio.
    São pessoas que merecem tratamento adequado de saúde, tratamento pisicologico etc. Aonde estão os direitos humanos?

  • 3

    Jeniffer Da Canal Oliveira | 25/08/2010 às 17:13

    Que país é esse? Talvez possam ler essa frase apenas como o refrão de uma música… Mas, que também pode nos dar pistas importantes para começarmos a refletir sobre o despeito dos desafios, insucessos ou adversidades.
    No vídeo, podemos ter uma dimensão de sua relevância, podemos nos transportar a lugares nunca antes imaginados, que nos permitem chegar a “Casa dos Mortos”! Uma interminável luta de sobrevivência, mas com destino a morte.
    Pessoas que muitas vezes já viviam em situações precárias e que acabaram voltando para ela. Pessoas que desanimaram de serem “Seres Humanos”, capazes de construírem seus futuros dignos e se entregaram a um lado obscuro, perderam o desejo pela vida. Sem apoio, incentivos, sem carinho, sem resultados! É isso, talvez seja essa palavra correta RESULTADOS! Pessoas que nunca conseguiram nada de importante na vida, nunca obtiveram resultados, seja em casa, no trabalho ou no próprio relacionamento com a sociedade, e que por consequência se tornaram, no meu ponto de vista MORTOS VIVOS!

  • 4

    Antonio marcelo Marques | 26/08/2010 às 18:57

    Como a sociedade tem tratado seus doentes mentais e sociais?
    Me pergunto, a segregacao social e a concentraçao de grande número de pessoas com problemas no mesmo local é condiçao fundamental para trata-los. Estamos muito atrasados em relaçao aos manicomios encontrando-nas na fase da denuncia e no princípio da luta antipresidial. Pouco é feito para reintegrar o prisioneiro, de forma que ele nao volte mais pra lá.
    Acredito que a sociedade aos poucos esta concluindo que um local com grande acúmulo de pessoas doentes, seja de que natureza for, não se torne saudavel para a recuperaçao deles, trazendo prejuízo para todos.
    A propósito, de acordo com a lei 10.216 de 2001, o site oficial do Ministerio da Saúde e da TV camera passaram a divulgar para todo o país que tinha sido aprovado a extinçao dos hospitais de psiquiatria, situaçao que perdura ate hoje. Como se sabe a propaganda enganosa e mentirosa é crime e seus responsáveis deveriam ser processados e, na hipótese, punidos.
    Antes o abandono e a rejeiçao, depois manicomio, de manicomio para asilo, de asilo para hospício, agora dizem de manicomio para CAPS, muitos para a rua e o abandono.
    “A liberdade do doente mental é a cura e o tratamento,nao a rua.”

  • 5

    Jonathan Douglas dos Santos | 26/08/2010 às 19:12

    Podemos perceber que o filme retrata uma situação de afronta aos Direitos Humanos. Porém ao mesmo tempo nos coloca a pergunta, o que fazer? Como reinserir um indivíduo sem capacidade alguma de se relacionar socialmente, e que também representa um perigo eminente?
    Acredito que envia-los a estes manicomios judiciais em péssimas condições é inaceitável, necessita-se de uma estrutura digna onde eles possam ser tratados como seres humanos, porém e, infelizmente, eles terão que responder pelo que fizeram e esta resposta se dará tendo em vista o bem da sociedade como um todo, ou seja, continuando excluindo-os do contato social.

  • 6

    João Cleverton Komar | 27/08/2010 às 15:46

    No documentário “A Casa dos Mortos” é mostrada uma realidade do Brasil, onde o estado das pessoas que são submetidas a estes locais são contrários aos seus próprios direitos humanos. O que leva alguns internos a cometerem suicídio?
    Como essas pessoas na situação em que vivem dentro desses Hospitais de Custódia e Tratamento, podem ter alguma chance de reinserção na sociedade? O próprio nome diz: Hospitais de Custódia e “Tratamento”, seria este tratamento manter todos os pacientes dopados?
    O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) começou um mutirão para analisar e melhorar a situação de internos dos Hospitais de Custódia no dia 12 de julho de 2010 em salvador BA. Mesmo que a principio se diga que é só para “analise”, vejo que é mínima a possibilidade de um paciente que depois de tantos anos em um hospital que tem a finalidade de deposito humano, venha a se reabilitar na sociedade!

  • 7

    Dulcy S Koguta | 27/08/2010 às 18:06

    O video que demonstra a realidade dos Hospitais de Custódia, onde encontra-se pessoas que cometeram delitos e que, por não possuirem o total discernimento para compreenderem a natureza de seus atos, o Estado como garantidor dos direitos e deveres de seus cidadões, aplica, converte a pena em uma medida de segurança e sob a tutela do mesmo, insere nos Hospitais de Custódia para tratamento e posterior reenserção, após cumprimento da pena, em nossa sociedade.
    Infelizmente como relata o documentario “Casa dos Mortos” não distante da realidade do nosso sistema carcerário, defeituoso, arcaico, obsoleto, inoperante, demonstra a mesma realidade, com teor de crueldade, abandono em afronta ao princípio da Dignidade Humana e entre outros que nossa Magna Carta acolheu, faz-nos reportar o tempo inquisitório, a figura da Igreja. Hoje sem sombra de duvida é representado pelo Estado e os suditos é a população menos favorecida, também esquecida nas prisões e nos Hospitais de Custódia é lamentável.

  • 8

    Nina Manuela Ribeiro | 28/08/2010 às 13:31

    O Documentário retrata, pelo olhar dos internos, a péssima realidade escondida nos Hospitais de Custódia. As doenças mentais que deveriam possibilitar um tratamento específico, para que as penas fossem cumpridas de maneira adequada às necessidades dos portadores de doença mental.
    O que ocorre, pelo contrário, é uma exclusão destes da sociedade, um cárcere que, para a maioria, acaba sem reencontro com a sociedade.
    Os internos que precisariam de tratamentos específicos são tratados com desleixo, em condições precárias de sobrevivência, de modo a conviverem em um estado de morte social, isolados da sociedade e de qualquer forma de retorno à família.
    Assim, percebe-se que, o que na teoria serviria para punir de forma especial pessoas com deficiências mentais e reestabelecê-las socialmente a partir dos laudos realizados, na prática simplesmente esconde-as, mata-as diante da sociedade.

  • 9

    Andressa Laskoski | 28/08/2010 às 14:34

    Este documentário nos permite observar as terríveis condições a que os indivíduos são submetidos; considerados perigosos para a vida social, cujo castigo será a tragédia do suicídio, o ciclo interminável de internações, ou a sobrevivência em prisão perpétua na Casa dos Mortos.
    A proposta de ressocialização e reinserção através deste instituto é um grande equívoco! As condições a que os prisioneiros estão sujeitos determinam o seu bem-estar físico e psíquico.
    Acredito que mesmo privados de liberdade merecem ser tratados com humanismo e dignidade. A responsabilidade de garantir a manutenção dos padrões de saúde física e mental aos reclusos somente será cumprida a partir da exclusão desta situação degradante, tratando-lhes não apenas como mero objeto de estudo, ou por vezes esquecidos, e sim como seres possuidores de direitos e garantias fundamentais.

  • 10

    Veridiana E. H. Maciak | 30/08/2010 às 15:41

    É extremamente revoltante as condições em que se encontra o nosso sistema penitenciário, mas é ainda mais horrenda a situação dos Hospitais de custódia. Como se pode chamar de Hospital de custódia e tratamento um lugar onde ao invés de tratamento e cuidado os internos tem apenas condições precárias de moradia e convívio, em muitos destes lugares eles não são tratados são dopados. Existem muitos internos que nem deviam estar nestes lugares e no entanto encontram-se lá há muitos anos, aprisionados em um lugar sem estrutura para recebê-los e tratá-los, fazendo com que se percam de seus amigos e familiares, e tornando assim impossível uma futura inserção na sociedade.

  • 11

    Vilmar Bayer | 30/08/2010 às 17:04

    Quando se leva um ser humano a um hospital presume-se que estará em boas mãos, que receberá toda a atenção e cuidados necessários para a sua pronta recuperação. Obviamente não poderíamos esperar tal feito quando se fala de um hospital psiquiátrico voltado àqueles que cometeram delitos.
    As cenas observadas no documentário em questão retratam a mais pura verdade que encontramos nas alas carcerárias do Brasil.
    Verificamos muito descaso, negligência, abandono e desleixo por parte dos responsáveis incumbidos pela gerência deste segmento da sociedade. Embora estes cidadãos tenham cometido seus crimes, com suas razões e motivos, não se pode jamais excluir a premissa que são seres humanos e que mesmo sendo infratores merecem um tratamento digno e não serem jogados em tais locais, apartados e marginalizados muitas vezes, quando de sua soltura, o que é raro acontecer.
    Contudo qual seria a possível solução para um problema social de tamanha magnitude que urge por uma resposta, mas de pouco interesse por sua solução.

  • 12

    Clediney Nepounuceno | 31/08/2010 às 10:18

    A Caso dos Mortos

    Este documentário, relata como é a vida de pessoas com doenças mentais, onde não recebem tratamentos adequados, jogadas num canto como se fossem um deposito de lixos humanos, podendo levar muitas dessas pessoas ao suicídio. SERÁ QUE ESTAS PESSOAS SÃO CONSIDERADAS COMO SERES HUMANOS? OU SÃO CONSIDERADAS COMO ANIMAIS IRRACIONAIS? onde está os DIREITOS HUMANOS? O estado deveria dar um tratamento adequado as essas pessoas junto com suas famílias para que estas pessoas tenham melhor qualidade de vida e volte a viver em sociedade.

  • 13

    Luely Ferreira | 06/09/2010 às 17:14

    O Documentário “A Casa dos Mortos” nos mostra uma péssima realidade que até então muitos não conheciam. Realidade essa escondida nos Hospitais de Custodia e Tratamento, Manicômios Judiciários, onde doentes mentais são excluídos da sociedade e afastados de seus familiares, após cometerem algum tipo de infração criminal, diante disso são inimputáveis perante a lei. Os mesmos são incapazes de serem responsabilizados por seus atos e desconhecem a gravidade do crime cometido, são condenados a cumprir penas, onde a prisão é perpétua. Vivendo em condições precárias e desumanas. Pergunto-me onde estão os direitos humanos? A falta de tratamento adequado, os mesmos são dopados, convivendo diante de loucos e mais loucos. Dessa forma como reinseri-los no contexto familiar e social?

  • 14

    Michele Dalla Rosa | 11/09/2010 às 21:03

    As três cenas do documentário A Casa dos Mortos mostra uma realidade desconhecida para muitos de nos, mas conhecida e vivida pelos internos do manicômio. Um local onde homens e mulheres que cometem alguma infração, e tem como diagnostico o transtorno mental, são aprisionados.
    São seres humanos incapazes de compreender os crimes que cometeram e, por conseqüência não podem ser responsabilizados pelos mesmos. Este paralelo entre crime e loucura, que o documentário mostra, nos faz pensar nas políticas publicas existentes, ou melhor, não existentes, para este tipo de problema social. E os direitos humanos?
    Em primeiro lugar, estes detentos são seres humanos merecedores de dignidade e de tratamento adequado e individualizado para o seu problema, mas o que o vídeo mostra, e justamente o contrario. Mostra o abandono, que acaba levando, muitas vezes, ao suicídio.

  • 15

    Jéssica Weber Kerber | 12/09/2010 às 22:07

    O documentário do Hospital de Custódia nos trouxe cenas deprimentes de uma realidade que tem como disfarce tratar sob regime de internação os internos inimputáveis e os semi-imputáveis. Estes possuem identificação, nome e sobrenome, mas aparentemente é só isso que a eles é de direito! Na maioria abandonados pela família, vivendo à margem da sociedade, à beira da indigência. Percebemos que o discurso deles é confuso, sem nenhuma aparência de melhora, muitas suicídios ocorrem … nos cômodos, e em todos os lugares se nota o pouco caso que se é feito, a precáriedade é absurda! A superlotação que preocupa, o despreparo dos funcionários ao lidar com os deficiêntes, tudo nos leva a tomar como conclusão que as pessoas que ali estão, são aos poucos esquecidas e a situação do abandono é comum, como se a decadência do estabelecimento tivesse passado para a ruína da vida dessas pessoas. A atenção a saúde, ao social, ao psicológico e o psiquiátrico seriam o mínimo a serem cumpridos!

  • 16

    Jea Pierre Berthier | 14/09/2010 às 00:21

    “Casa dos Mortos” evidencia ipsis litteris a crônica e problemática realidade dos doentes mentais pobres de nosso país.
    Retrata um problema que brota no desamparo e abandono familiar vivido por estes indivíduos, se enraíza e se agrava no âmbito social e culmina sendo um verdadeiro caos pra os governos.
    Famílias omissas + sociedade discriminatória + governos inoperantes = manicômios como os retratados no documentário. Verdadeiros depósitos de gente que jamais se reencontrará com o termo Cidadão. Nestes lugares os internos estarão à mercê de desamparos: afetivo, atenção, carinho, tratamentos de saúde e tratamentos psíquicos indispensáveis à sua reabilitação.
    Várias são as Casas das Mortes por este Brasil afora e, não distante de nós, certamente encontraremos uma delas…Talvez asilos, creches, albergues, muitas são as formas que estas “Casas” podem assumir e cada uma delas grita escandalosamente à todo pulmão por SOCORRO! Urge a necessidade de reformas nas leis para as tratativas destas situações, urge o apelo social por justiça e principalmente atitude governamental para mudarmos este quadro.

Comente este texto!






Pesquisar:

Sobre o Autor:

Advogado criminalista | Mestre em Direito | Professor de Direito Penal da UniBrasil e da pós-graduação de Direito e Processo Penal da Abdconst | Especialista em Direito Penal Econômico pela Universidade de Coimbra, Portugal | Especialista em Direito Internacional pela Hague Academy of International Law, Holanda | Autor do livro "Tribunal do Júri: o novo rito interpretado", publicado pela Editora Juruá | Membro de inúmeros institutos nacionais e internacionais de Direito Criminal | Contato: rodrigo@faucz.com.br

Receba as Novidades:

Receba as Novidades
Assine o RSS

Categorias:

Arquivo:

Links Interessantes: